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Como abrir uma empresa no Brasil: passo a passo completo

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como abrir uma empresa
Como abrir uma empresa no Brasil: passo a passo completo
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Todos os empreendedores têm o sonho de saber como abrir uma empresa no Brasil para poder colocar na prática suas ideias de negócio, não é mesmo?!

Ao abrir uma empresa, é possível:

  • potencializar os negócios;
  • conquistar espaço no mercado;
  • aumentar a rede de clientes e fornecedores;
  • dentre tantos outros benefícios.

Mas não pense que abrir uma empresa é fácil!

Abrir uma empresa no Brasil é um caminho árduo, sendo necessária muita paciência para lidar com muita burocracia.

Para auxiliar os futuros empreendedores a enfrentar essa burocracia, vamos mostrar qual é o passo a passo de como abrir uma empresa no Brasil. Nesse artigo vamos explicar os tópicos abaixo:

  • Como abrir uma empresa: você está preparado?
  • Qual tipo societário escolher para abrir uma empresa?
  • Como escolher o porte de empresa?
  • Porque a escolha da marca é tão importante?
  • Quanto custa abrir uma empresa no Brasil?
  • Quais são os documentos necessários para abrir uma empresa no Brasil?
  • Dicas sobre como abrir uma empresa lucrativa
  • Cuidados a serem tomados depois de aberta a empresa

Com essas informações em mãos, você poderá começar o processo de abertura de empresa ainda hoje!

Como abrir uma empresa: você está preparado?

Antes de mais nada, é muito importante saber se você está de fato preparado para abrir uma empresa. Abrir uma empresa pode não ser difícil, mas mantê-la no mercado, em funcionamento e gerando lucro, é uma tarefa árdua.

Para saber se você está preparado para saber como abrir uma empresa, pondere sobre os seguintes pontos:

  • A ideia: Para abrir um novo negócio, é preciso ter uma boa ideia. O ideal é que o empreendimento que você pretende construir envolva algo que você já conhece, para que sejam evitadas surpresas negativas no futuro.
  • A viabilidade: Se você tem uma boa ideia, é importante saber se essa ideia é viável. Tenho como abrir uma empresa para colocá-la em prática como eu imagino? Ela realmente é uma ideia adequada para um novo negócio? Tenho os recursos necessários para abrir e dar continuidade ao empreendimento?
  • A análise de mercado: Se você entende que é viável abrir uma empresa para colocar a ideia em prática, o próximo passo é fazer uma análise de mercado. Essa análise de mercado pode ser informal, mas ela é essencial. Exemplo: você quer começar um petshop no bairro em que mora. Se você abrir uma empresa de petshop sem fazer análise de mercado, poderá correr o risco de perceber no futuro que há diversas petshops naquela região e não há público o suficiente para todas. Com isso, seu negócio pode ir mal e você se frustrar e perder dinheiro. Dessa forma, pesquise!
  • Você no papel de dono: Quando você abrir uma empresa, será o dono do empreendimento. Isso significa que você será o líder da equipe (se tiver) e será a pessoa que tomará todas as mais importantes decisões da empresa. Você está preparado para isso? Seja sincero consigo mesmo e, se perceber que ainda não possui o preparo para isso, considere fazer alguns cursos de capacitação. Os cursos na área da administração, marketing e coaching podem fazer uma grande diferença.

Se você considerou esses pontos e entende que está preparado para saber como abrir uma empresa, veja os próximos passos!

Qual tipo societário escolher para abrir uma empresa?

A primeira grande decisão que deve ser tomada ao planejar a abertura de uma empresa no Brasil é considerar qual o tipo societário que você vai querer adotar. Para escolher o tipo societário e o porte da sua empresa, você deve considerar:

  • Quantos funcionários quer contratar;
  • Se você terá ou não um (ou mais) sócio(s);
  • Qual é o faturamento que você planeja alcançar.

Nesse artigo, vamos estudar os três principais tipos societários para micro e pequenos empreendedores. Esses tipos societários são os ideais para quem está começando um negócio:

  • Empresário Individual
  • Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)
  • Sociedade Limitada

Vamos entender melhor o que é cada um desses tipos societários?

Empresário Individual

O Empresário Individual nada mais é do que a pessoa física do sócio atuando como se pessoa jurídica fosse. Isso quer dizer que nesse tipo empresarial não é admitido outro sócio, além de fazer com que a pessoa física (PF) e a pessoa jurídica (PJ) sejam entendidas como uma só para fins patrimoniais.

É preciso compreender que, em razão da “confusão” entre a PF e a PJ, os patrimônios são considerados como sendo um só, o que pode acarretar algumas consequências no futuro que você precisa antever. Para que possa compreender melhor, vejamos uma situação prática: se o Empresário Individual contrair dívidas para poder desenvolver ou dar continuidade ao seu negócio e, por algum motivo, não conseguir honrar com os pagamentos, o banco poderá ajuizar uma ação para cobrar os valores podendo penhorar o veículo que está no nome do sócio.

Ou seja, todo o patrimônio do sócio pode responder pelas dívidas do empresário individual.

Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)

A EIRELI é uma inovação recente no ordenamento jurídico brasileiro, mas já é muito utilizada em todo o país. Na EIRELI também é admitido apenas um sócio, mas nesse caso todos os bens do sócio ficam separados dos bens no empreendimento.

A responsabilidade do sócio fica limitada às suas cotas sociais na empresa, não respondendo com o patrimônio pessoal.

Para constituir a EIRELI é necessário integralizar um capital social de no mínimo 100 vezes o salário mínimo vigente. Esse capital social pode ser calculado somando-se todos os ativos disponíveis no negócio, tais como computadores, automóveis ou imóveis.

Sociedade Limitada

Na Sociedade Limitada é necessária a composição com pelo menos dois sócios. Esses sócios detêm a responsabilidade limitada às suas cotas sociais na empresa.

A administração da Sociedade Limitada deve ser definida no Contrato Social ou em ato separado. Ela poderá ser administrada por um sócio, pelos dois sócios, por uma pessoa nominada por eles. Essa definição é importante e deve ser avaliada cuidadosamente.

Atenção: sempre que o sócio assinar como avalista nas operações de créditos da empresa, ele responderá com o seu patrimônio pessoal pelas dívidas, independentemente do tipo societário.

Esse é um motivo adicional para que você sempre mantenha um bom planejamento financeiro, evitando situações de inadimplência.

A escolha do tipo societário é muito importante no início. Entretanto, há inúmeras hipóteses de alteração do tipo societário. A título de exemplo, uma sociedade limitada por se transformar em uma EIRELI, desde que fique com apenas um (1) sócio.

Como escolher o porte de empresa?

Agora que você já conhece os tipos societários, é preciso determinar qual é o porte da empresa que você está abrindo. Para que você possa determinar o porte, vamos explicar quais são os três portes mais comuns para micro e pequenos empreendedores:

  • Microempreendedor Individual (MEI)
  • Microempresa (ME)
  • Empresa de Pequeno Porte (EPP)

Vamos entender um pouco melhor cada um:

Microempreendedor Individual (MEI):

O Microempreendedor Individual (MEI) é o tipo ideal para aquele empreendedor que trabalha sozinho e que quer legalizar sua atividade empresarial, podendo contar com um funcionário no máximo.

Segundo o Empresômetro, há no Brasil quase 10 milhões de MEIs registradas! A facilidade de registro e os custos baixos são um incentivo para que muitos empresários legalizem sua atividade com a formalização.

Confira quais são as vantagens de ser um MEI:

  • A formalização é muito rápida e gratuita, feita pela internet (site Portal do Empreendedor) sem burocracias;
  • Não há necessidade de fazer um contrato social, não necessitando de envolvimento de contadores ou advogados;
  • A empresa já é cadastrada no regime tributário do Simples Nacional, ficando isenta dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL);
  • Há uma redução da carga tributária, pois é interessante para o governo a formalização desses empresários;
  • As operações de crédito nos bancos são muito mais baratas se feitas pelas linhas de pessoa jurídica do que pelas linhas de pessoa física, pois há uma grande diferença na taxa de juros;
  • Os impostos são relativamente baixos, gastando-se aproximadamente R$ 100,00 mensais:
    – Previdência Social: 11% do valor do salário mínimo;- ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer natureza): R$ 5,00;- ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), se trabalhar com indústria ou comércio: R$ 1,00;
  • É possível contratar um funcionário de baixo custo;
  • Há um apoio técnico bastante completo pelo Sebrae, que auxilia nas mais diversas questões;
  • Em razão das contribuições, as mulheres têm direito a licença-maternidade;
  • Em razão das contribuições, o empresário poderá se aposentar e receber auxílio-doença.

Confira quais são as desvantagens de ser um MEI:

  • O faturamento anual fica limitado a no máximo R$ 60 mil;
  • Poderá ter apenas um funcionário;
  • Não poderá ter sócios nem abrir outra MEI;
  • Os impostos são fixos. Isso quer dizer que, mesmo que você não fature nada em um mês, deverá pagar os impostos.

Quando devo optar pelo MEI?

Ser um empresário individual e optar pelo MEI é adequado para aqueles que estejam começando um novo empreendimento e que estejam com objetivos modestos para o início do negócio. É quando a formalização vale a pena pelos baixos custos mensais, pela facilidade e para acessar linhas de crédito mais baratas nos bancos.

Microempresa (ME):

Com a microempresa (ME) é possível a contratação de até 9 funcionários nas empresas de comércio e serviços e de até 19 funcionários para o setor da indústria. O faturamento anual é limitado a 360 mil reais.

As MEs e EPPs são regidas pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.

Segundo o Epresômetro, há no Brasil quase 23 milhões de microempresas, sendo cerca de 47% do setor de serviços e 42% do setor de comércio.

Confira quais são as vantagens de ter uma microempresa:

  • A tributação pode ser pelo Simples Nacional, permitindo uma tributação simplificada e burocracia nos pagamentos reduzida;
  • Vantagens nas licitações: em razão da dificuldade dessas empresas em competir com empresas de grande porte nas licitações, as MEs e EPPs possuem algumas vantagens nessas situações;
  • Obrigações trabalhistas reduzidas.

Considere, ainda, os pontos negativos:

  • É necessário ter um contador, pois é inviável administrar toda a burocracia sozinho. As MEs possuem mais funcionários e mais obrigações legais, que merecem a devida atenção;
  • Os impostos são mais caros que os das MEIs;
  • O processo de abertura da empresa é realizado na junta comercial do município e estado, com mais burocracia e demorando mais se comparado à MEI;
  • Alguns documentos que são necessários para o funcionamento da empresa podem demorar, como o alvará de funcionamento.

Empresa de Pequeno Porte (EPP):

A Empresa de Pequeno Porte (EPP) é muito similar à ME. Com uma EPP é preciso ter no mínimo 10 funcionários para os setores de comércio e serviço e no máximo 49 funcionários. Para o setor da indústria, é necessário contratar no mínimo 20 funcionários e no máximo 99 funcionários.

As EPPs devem ter um faturamento de R$ 360.000,00 a R$ 3.600.00,00 anuais. As vantagens e desvantagens das Empesas de Pequeno Porte são as mesmas das Microempresas.

Agora você já descobriu quais são os dois primeiros passos para abrir uma empresa no Brasil: definir o tipo societário e o porte do seu futuro empreendimento.

Dica: Consiga uma certidão de uso do solo antes de firmar um contrato de locação ou adquirir um imóvel para funcionamento da empresa, pois dependendo do local e do tamanho da empresa a prefeitura pode permitir um MEI, mas não uma Microempresa, por exemplo.

Tributação:

Tanto as MEs quanto as EPPs possuem três possibilidades de regimes de tributação:

  • Simples Nacional: os impostos são agrupados em uma guia única de pagamento. Ou seja, a tributação é feita uma vez e a porcentagem dos impostos é fixa, com base no faturamento da empresa.
  • Lucro Presumido: como o nome diz, há uma previsão de quanto será o lucro da empresa e os impostos são calculados e pagos separadamente. O governo estipula uma porcentagem fixa para cada um deles. Se a empresa tiver um lucro acima daquele presumido, é a melhor opção.
  • Lucro Real: nesse modelo a empresa precisa comprovar os gastos e rendimentos mensalmente. O lucro real pode ser vantajoso para empresas que estiverem com uma porcentagem de lucro inferior que as presumidas pelo governo, já que as taxas cobradas variam de acordo com o lucro obtido.

Com essa explicação, dá para perceber que o Simples Nacional é o regime tributário mais simples e barato, não é mesmo?! O ideal é sempre adotar esse regime, especialmente quando for abrir uma empresa.

Porque a escolha da marca é tão importante?

A escolha do seu nome empresarial é um passo necessário para quem quer abrir uma empresa. Sem o nome empresarial, sua empresa não é registrada na Junta Comercial e não poderá existir. Entretanto, o seu nome empresarial, ou a sua marca, é muito mais importante do que isso.

É ela que irá se comunicar pela primeira vez com seus futuros clientes, ela é a “cara” do seu negócio. É essencial escolher a marca com muito cuidado, para que ela seja agradável e de acordo com o enfoque do seu empreendimento. Nesse momento, o auxílio de familiares e amigos próximos pode ser essencial, para que eles lhe ajudem a definir qual a melhor opção para sua empresa.

Depois que escolher sua marca, não esqueça de registrá-la. Por mais que alguns empreendedores possam achar esse investimento inicial um desperdício, ele é essencial para o futuro da sua empresa!

Para ficar mais claro, vamos pensar em um exemplo. Digamos que você vai abrir uma empresa no ramo de desenvolvimento de software e você dá o nome de “TInovação”.

Com o tempo, você consegue consolidar sua marca no mercado, ampliando a carteira de clientes. Nesse momento, você já possui um website, material de marketing, cartões de visita, fachada no prédio e muito mais, tudo com a marca “TInovação”.

Em determinado momento, você é surpreendido com a notícia de que já há uma empresa do mesmo setor que utiliza esse mesmo nome, e como essa empresa possui a marca registrada, você se vê obrigado a mudar a sua marca.

Já pensou nos impactos que essa mudança pode acarretar?

Os desgastes podem ser enormes, e você gastará muito dinheiro com um reposicionamento no mercado com a nova marca, além da alteração de todo seu material.

Dessa forma, considere fazer um investimento para registrar a sua marca. Com isso, o potencial do seu negócio não será abalado por surpresas como essa no futuro.

Quanto custa abrir uma empresa no Brasil?

Antes de abrir uma empresa, é preciso fazer um planejamento orçamentário e saber quais são os custos envolvidos nesse processo. É importante pesquisar os valores no seu estado e município, pois os preços mudam muito de um lugar para o outro.

Os principais custos para abrir a empresa são:

  • DARE (Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais)
  • DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais)
  • Junta Comercial
  • Certificado Digital
  • Consultoria

Já existem alguns sites que fazem um cálculo médio do custo para abrir uma empresa em vários lugares do Brasil, como a Contabilivre. Lembre-se que esses valores não consideram outros gastos que normalmente são necessários, como por exemplo:

  • Aquisição ou locação do ponto comercial;
  • Reformas e decoração do ambiente;
  • Honorários do contador e advogado, caso não seja uma MEI;
  • Contratação dos funcionários;
  • Compra de materiais de escritório, maquinário, matéria-prima e outros.

Organize-se financeiramente, pois todos esses custos são necessários e podem pesar no bolso no início do empreendimento. Além disso, o seu ponto já deverá estar pronto quando for efetuar o registro inicial da empresa. Saiba porque:

  • A prefeitura precisa manter o zoneamento da cidade para impedir as atividades em locais que não sejam apropriados. Exemplificando: a prefeitura não pode permitir uma casa noturna ao lado de um hospital, ou uma empresa que tenha circulação de caminhões em um bairro residencial.
  • É necessária a fiscalização pelos órgãos regulatórios, já que tanto os bombeiros quanto a vigilância sanitária precisarão investigar o local durante o processo de registro da empresa. Somente depois dessa averiguação que o empreendedor receberá o alvará de funcionamento.

Lembre-se: para abrir uma empresa como Empresário Individual, como MEI, o processo é gratuito e pela internet.

Quais são os documentos necessários para abrir uma empresa no Brasil?

Como já falamos no início, o processo para abrir uma empresa no Brasil pode ser bem burocrático. São necessários diversos documentos, inscrições, licenças e alvarás.

Por mais que a inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) e a inscrição na Previdência Social sejam importantes, todos os registros e licenças são essenciais e merecem a devida atenção.

Como você deve imaginar, os documentos podem mudar de acordo com o ramo de atividade que você vai exercer, o tipo societário e o regime de tributação.

Além disso, cada estado e município podem ter particularidades específicas nas suas legislações. Para facilitar, procure um contador da sua região que conhecerá bem todas as especificações, orientando-o adequadamente.

Mas afinal de contas, quais são os documentos necessários para abrir uma empresa?

Os documentos mais comuns são:

  • Contrato Social
  • Registro na Junta Comercial
  • Alvará de localização e funcionamento
  • Inscrição estadual
  • Licenças e inscrições nos órgãos municipais e estaduais

Para compreender melhor, vamos explicar um a um desses itens. Confira:

Contrato Social

No contrato social são inseridas todas as regras que regem a empresa. O contrato social é como se fosse a “certidão de nascimento” da empresa. Ele define:

  • Interesse das partes;
  • Objetivo da empresa;
  • O montante de capital que cada um dos sócios irá investir na empresa;
  • A forma de integralização das cotas de capital social;
  • As atividades da empresa;
  • Setor que atuará (comércio, indústria ou serviços);
  • Modelo tributário (considere abrir a empresa no Simples Nacional, simplificando a tributação e burocracia da empresa).
  • Participação de cada um dos sócios na empresa.

Depois que o documento for elaborado, é preciso reconhecer a firma dos sócios em cartório ou tabelionato e obter a assinatura de um advogado no documento.

Atenção: Somente advogados com inscrição na OAB podem visar o documento. Segundo a tabela de honorários da OAB do Rio Grande do Sul, o valor para esse serviço é de R$ 1.353,60. Ainda que seja comum os advogados cobrarem valores inferiores à tabela de honorários, esse é um custo que você terá se não optar pela MEI.

Registro na Junta Comercial

A sua empresa só vai passar a ter validade a partir do momento em que for realizado o registro na Junta Comercial. Para evitar uma impugnação na Junta Comercial, siga todos os passos que recomendamos nesse artigo.

Os preços e prazos para abrir uma empresa variam de estado para estado. Verifique essas informações com a Junta Comercial, pelo telefone ou, se tiver, pelo site.

Na Junta Comercial deverão ser levados os seguintes documentos:

  • Contrato Social ou Requerimento de Empresário Individual;
  • Cópia autenticada do RG (Registro Geral) dos sócios. Se não constar o CPF no RG, deve ser levada também uma cópia autenticada do CPF (Cadastro de Pessoa Física);
  • Preencher e levar o requerimento padrão da Junta Comercial;
  • Ficha de Cadastro Nacional (FCN), modelos 1 e 2;
  • Comprovante do pagamento das taxas da Junta Comercial por meio de DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).

Depois que o registro na Junta Comercial tiver sido feito, você receberá o NIRE (Número de Identificação de Registro de Empresas), que é a comprovação de que o registro foi feito na Junta Comercial do Estado.

É com o NIRE que você também consegue tirar o CNPJ, por meio do Documento Básico de Entrada (DBE). Ao fazer o cadastro no CNPJ é necessário escolher a atividade que a empresa irá exercer. Essa escolha de atividades é importante não apenas para fins de tributação, mas também no momento de fiscalização das atividades da sua empresa.

Recomenda-se que você escolha uma atividade principal e, no máximo, 14 atividades secundárias.

Atenção: Antes de levar a documentação na Junta Comercial, é importante fazer uma pesquisa sobre a existência de empresas já constituídas que tenham nomes empresariais idênticos ou muito semelhantes com o nome que você pretende registrar.

Se o nome empresarial já estiver sendo utilizado, a Junta Comercial poderá impugnar sua solicitação, gerando mais demora na abertura da empresa.

Alvará de localização e funcionamento

O alvará de localização e funcionamento é um documento emitido pelo município após a verificação das condições de funcionamento do seu empreendimento. Para a emissão do alvará são considerados os seguintes itens:

  • Fiscalização pelos bombeiros;
  • Fiscalização pela vigilância sanitária;
  • Análise do setor de planejamento da cidade, que dirá se o negócio naquele local atende o zoneamento da cidade;
  • Análise sobre o compliance do projeto com a legislação municipal;
  • Outros itens que podem variar de acordo com o município e tipo de negócio, como, por exemplo, a quantidade de vagas para estacionamento.

Lembre-se que ainda que o seu município ou estado podem ter regras específicas. Pode ser que exijam o atendimento a outros requisitos, que poderão ser previamente informados pelo seu contador.

Em determinadas cidades, o empreendedor poderá conferir o zoneamento e conseguir a certidão de uso do solo pela internet, mas em outras é necessário comparecer presencialmente na prefeitura.

Veja quais são os documentos básicos para conseguir o alvará de localização e funcionamento:

  • Formulário de requisição da prefeitura;
  • Consulta que demonstre que o endereço no qual se planeja instalar a empresa está de acordo;
  • Cópia do CNPJ;
  • Cópia do contrato social;
  • Laudos dos órgãos de vistoria, como do corpo de bombeiros e vigilância sanitária.

Inscrição Estadual

A inscrição estadual é muito mais simples do que você pode imaginar! Praticamente todos os estados do Brasil mantêm convênio com a Receita Federal. Ou seja, todo o processo para realização da inscrição estadual pode ser realizado por meio da internet, sem sair de casa.

Outra facilidade é que nem todas as empresas necessitam de inscrição estadual. As que precisam de inscrição são as empresas dos setores abaixo:

  • Comércio, indústria e serviços;
  • Transporte intermunicipal e interestadual.

Mas afinal de contas, para que serve a inscrição estadual? A inscrição estadual é necessária para inscrição no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Veja quais são os documentos necessários para fazer a inscrição estadual da empresa:

  • Comprovante de endereço dos sócios;
  • Documento que demonstra a permissão de uso do imóvel, como o contrato de locação ou a escritura pública/matrícula do imóvel;
  • Número do cadastro fiscal do contador;
  • Comprovante do ISS para as empresas prestadoras de serviços;
  • Se a empresa tiver mais de 3 meses, é necessária a certidão simplificada na Junta Comercial;
  • Número do CNPJ;
  • Ato constitutivo;
  • Alvará de Funcionamento;
  • RG e CPF dos sócios.

Podem ser solicitados, ainda:

  • Documento Único de Cadastro (DUC), em 3 vias;
  • Documento Complementar de Cadastro (DCC), 1 via.

Licenças e inscrições nos órgãos municipais e estaduais

As licenças e inscrições nos órgãos municipais e estaduais são muito importantes. Se você não quiser ter complicações no futuro, é essencial conseguir todas aquelas que são necessárias para o seu negócio, preservando o futuro da sua empresa!

Veja quais são elas:

  1. Licença Ambiental: Dependendo da sua atividade empresarial, será necessária a licença ambiental do IBAMA nos âmbitos municipal ou estadual. Confira quais são os setores empresariais que necessitam dessa licença:
  • – Industrial
  • – Metalúrgica
  • – Mecânica
  • – Têxtil
  • – Química
  • – Calçados
  • – Agropecuária
  1. Licença Sanitária: Essa licença é obtida no setor de vigilância sanitária dos municípios, dos estados e da federação. É necessária para setores como os de comercialização de alimentos (restaurantes), medicamentos (farmácias) e de cosméticos em geral.
  2. Vistoria dos Bombeiros: Sempre que sua empresa tiver um espaço físico será necessária a vistoria pelos bombeiros. Na vistoria, cerifica-se se o estabelecimento cumpre todos os normativos de segurança, necessários para poder operar.

Essas são as licenças e vistorias mais comuns, mas podem haver outras que variam de acordo com o tipo do seu negócio. Se você tiver dúvidas das licenças ou vistorias que sua empresa, não deixe de procurar um contador que terá todo o expertise para lhe dar um suporte.

Ufa!

É muita coisa, não é mesmo?! Por mais que sejam necessários diversos documentos, se você seguir todas nossas dicas conseguirá abrir uma empresa facilmente!

Agora que você já sabe como abrir uma empresa, confira nossas dicas para saber como desenvolver um empreendimento lucrativo. Também vamos apontar alguns cuidados que são necessários no andamento do seu negócio.

Dicas sobre como abrir uma empresa lucrativa

Todo mundo sabe que o mundo dos negócios não é fácil. Para conseguir espaço no mercado e transformar o seu empreendimento em um negócio lucrativo é preciso trabalhar muito, conhecer muito a sua empresa e setor além de saber usar os recursos de maneira adequada.

Para lhe auxiliar, separamos algumas dicas muito bacanas para que você possa abrir uma empresa lucrativa:

Identifique uma boa ideia de negócio:

Identifique se a sua ideia de negócio corresponde a uma necessidade do mercado. Pense que se determinado tipo de negócio já está saturado, se já foi muito explorado por outras empresas que já fazem isso por muito tempo, será muito difícil conseguir entrar no mercado e lucrar.

Mas se você realmente quiser começar esse negócio, considere qual é a melhor região, um local que ainda possibilita exploração desse setor.

Busque constantemente novas oportunidades:

É preciso estar sempre aberto a novas oportunidades para incrementar o seu negócio. Dedique-se ao networking.

Converse com a comunidade empresarial, com seus clientes e com as demais pessoas que, de alguma forma, possam ter vínculos com o seu negócio no futuro. Esses relacionamentos podem se tornar grandes chaves para novas oportunidades!

Entenda quem é o seu cliente:

É importantíssimo que o empresário faça uma boa pesquisa de mercado para entender quem é o seu cliente.

É necessário traçar o perfil para saber qual a melhor forma de atingir o público alvo, e para isso é importante fazer algumas perguntas:

  • O que o seu cliente faz?
  • Onde seu cliente trabalha e qual é a sua renda?
  • Quais são os hábitos de consumo dele e quanto dinheiro ele gasta por mês com compras?

Outras perguntas mais específicas que se relacionem estritamente ao seu negócio devem ser respondidas, para que consiga desenvolver uma empresa lucrativa.

Estabeleça metas:

Para evitar frustração e ter um caminho delineado, trace suas metas no curto, médio e longo prazo.

Essas metas são importantes para direcionar suas decisões do dia a dia, que ao fim e ao cabo, serão determinantes para o sucesso da sua empresa. As metas devem ser factíveis e delineadas com a forma como você poderá cumpri-las.

Saiba quais serão os custos do seu negócio:

Para poder ter um negócio lucrativo, é necessário conhecer todos os custos do negócio para, assim, fazer um planejamento financeiro completo.

Você precisa saber qual o faturamento que precisará ter todos os meses para cobrir os custos e ainda conseguir uma reserva. Sem planejamento, você pode perder noção da saúde financeira do seu empreendimento.

Planeje:

O planejamento é vital. Planeje o orçamento, a estrutura da empresa, os objetivos, a forma de trabalho. É preciso se organizar para poder ter uma rotina de trabalho fluída e com propósito.

Separe os custos da empresa dos seus custos pessoais:

Um erro muito comum das pessoas que abrem uma empresa pela primeira vez é confundir os seus custos pessoais e os da empresa.

Misturar as contas é muito prejudicial pois você acaba perdendo o controle das finanças. Dessa forma, ao realizar o seu fluxo de caixa e a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE), diferencie o seu dinheiro e o dinheiro da empresa.

Organize-se:

É preciso saber se organizar para que suas tarefas não consumam todo o seu dia e te deixem com aquela sensação de que não fez nada. A tecnologia e a internet oferecem uma série de ferramentas para ajudá-lo a administrar a sua rotina e tarefas. Teste as ferramentas disponíveis e fique com aquela com a qual melhor se adaptou.

Conheça seu fluxo de caixa:

O fluxo de caixa deve ser um parceiro do empresário! Através dele é possível saber quanto dinheiro entra e quanto dinheiro sai. Com ele, é possível conhecer o ponto de equilíbrio da sua empresa e, assim, saber como administrar da forma mais adequada possível as contas.

Saiba administrar seu estoque:

O estoque de produtos da sua empresa é um investimento e precisa de um tratamento adequado para não gerar custos desnecessários. Conheça a demanda do mercado e busque um ponto equilíbrio: não seja pessimista demais nem otimista em excesso.

Assim, para se tornar um empreendedor de sucesso e abrir uma empresa lucrativa, é essencial ser persistente, comprometido, ter iniciativa e ser proativo. Se você decidir contratar funcionários, molde uma equipe que seja focada nos resultados que você determinar.

As equipes são essenciais para o sucesso da sua empresa, portanto, saiba reunir grandes talentos!

Cuidados a serem tomados depois de aberta a empresa

Nesse momento em que você está planejando abrir uma empresa, é importante antever alguns problemas que podem surgir. Sabendo desses problemas, é possível se preparar e construir uma história de sucesso!

Veja algumas das armadilhas que você poderá enfrentar:

Uso do Cheque Especial:

O limite de cheque especial fica atrelado à conta corrente da empresa e normalmente é implantado na abertura da conta.

Fique muito atento, pois os juros são altíssimos e podem abalar o seu planejamento financeiro.

Se você entrar em uma situação de aperto e precisar de algum dinheiro extra para pagar as contas, considere pedir ao banco uma linha de capital de giro, muito mais barata e que também resolverá o seu problema de caixa.

Saiba a hora de inovar, e a hora de ser mais moderado:

Inovar nos negócios é ótimo para a saúde e vitalidade da sua empresa, mas saiba o momento certo. Não arrisque ou invista em momentos nos quais o país ou sua região estiverem enfrentando uma crise econômica. Calcule seus riscos!

Contador:

Se você não for MEI, terá que enfrentar uma série de burocracias durante a vida da sua empresa, não apenas quando for abrir a empresa. Dessa forma, encontre um contador de confiança e delegue as atividades específicas para ele.

Além de ser um profissional com expertise, isso lhe dará mais tempo para focar em atividades mais importantes, como o planejamento da empresa.

Se tiver dúvidas sobre qual contador contratar, busque apoio do Sindicato dos Contabilistas, que poderá lhe indicar um profissional.
Abrir uma empresa é uma decisão importante que requer muito planejamento e dedicação. Reveja o passo a passo com calma e seja muito cauteloso com a parte inicial, o planejamento.

É nessa fase que são definidas as bases que vão garantir a solidez da sua empresa, então dedique-se com afinco para evitar surpresas negativas no futuro.

Com esse artigo, esperamos ter auxiliado a entender um pouco melhor sobre o procedimento de como abrir uma empresa no Brasil.

Sucesso e bons negócios!

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